Ocupei-me a arrumar o meu coração, e hoje só queria que o desarrumasses de novo.
03 novembro 2012
reviver
Cruzei-me contigo, depois de não te ver há umas semanas. Sim, foram apenas semanas mas que se assemelharam a meses de um vazio e km de distância. Pedi para falarmos e tu, sempre prestável aceitaste. "Então tudo bem?" e tu sorris e dizes que sim, "então e tu?". A resposta que eu minuciosamente tinha planeado? "Sim,estou ótima, melhor que nunca, a vida corre-me lindamente, tenho andado com a agenda preenchida!". O que seria uma resposta verdadeira? "Tens me passado pela cabeça, encontrei um pijama antigo com o teu perfume, sinto-me a desabar e sorrio porque sei que se pudesses, estarias comigo. Mas não podes, eu expulsei-te, o meu orgulho gritou e o mau feitio proferiu com as aparências devidas" já não te amo" e simplesmente não podemos dizer "volta" a alguém que insistimos que fosse". A resposta que eu dei? "Sim, estou.". Um sim acompanhado de um aperto no peito, a cabeça à roda, a visão involuntária direccionada para todos os teus detalhes, o estômago a enfrentar a 3ª guerra mundial e o coração a ultrapassar o batimento limite da auto-estrada. Insistis-te. "Está mesmo tudo bem?". O que eu queria dizer ? "Não! Importas-te de espancar-me? Talvez doa menos do que o arrependimento.". O que eu respondi? "Sim, claro." desta vez seguido de um sorriso forçado. Segui os conselhos da minha mãe, erguer a cabeça e não mostrar que estamos menos bem, até mesmo se chorar-mos no primeiro momento em que nos encontramos sozinhos. Ainda bem que estás feliz, estás bem. Se magoa? Magoa. Mas o dever do ser humano imperfeito, e que erra, é sustentar as consequências dos seus actos.
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