22 julho 2011

Tenho receado a chegada do dia em que não esperas mais pela finalização das minhas inconstâncias, em que não deixas cair mais lágrimas derivado ao risco de tudo ficar para lá da porta. O medo chega e apodera-se de mim quando a inconsciência se dispersa até não mais ser vista e é nesse momento em concreto que observo tudo em meu redor e apenas sinto a vida passar pelos meus olhos, as oportunidades de mutação a todas as palavras ditas já longe e tu a afastares-te das minhas mãos, a recuares enquanto tocas o meu peito com a ponta dos dedos e toda a flatulência em nosso contorno te leva. É sempre essa a ultima imagem tua que consta na minha mente quando reconheço que te estou a perder e à poucas horas quando te consegui puxar para mim de novo com a pouca força que na circunstancia adquiria dada a situação abalável em que nos encontrávamos, é que realizei para comigo que o teu toque em mim enquanto te distanciavas simbolizava a cicatrização da tua marca na minha existência, no meu corpo, no meu coração.

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