18 abril 2011
ele e a sua presença
Por muito pouco não voltei ao esgotamento na qual há umas semanas me encontrara. Incrível como as suas palavras me acalmam, me confortam. Ele tem sido um tudo ultimamente. Nada lhe exijo e no entanto recebo tudo o que desejo e assim me satisfaço. As mínimas razões do meu sorriso passaram a tocar o seu nome, o meu abraço ganhou a forma do seu corpo, o meu conforto passou a necessitar do seu colo, a minha pele sendo tão sensível habituou-se ao toque leve das suas mãos, os espaços entre os meus dedos passaram a ter o encaixe perfeito dos seus. E mesmo que o tempo passe num veloz piscar de olhos, que as horas se assemelhem a minutos, mesmo que os nossos momentos aparentem permanentemente uma curta duração, será sempre difícil deixa-lo para trás no final da tarde. Seguir um caminho oposto ao seu ou ficar a vê-lo ir. Cada dia o grau de dificuldade é mais elevado, cada dia a necessidade de prolongar os segundos é maior, a vontade de não mais ir aumenta e confesso que me afeiçoo à sua presença nas minhas gargalhadas, à tranquilidade transmitida por si mesmo, quando me encosto ao seu ombro e me deixo ficar assim. A complexidade na despedida eleva pois poucos momentos depois do último olhar, do último contacto, a única coisa que me ocorre, é quando voltar para os seus braços de novo.
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