Perguntam-me como consigo dizer com tanta convicção que realmente me amas, como posso acreditar tão vivamente nessa teoria visto que já proferi tantos argumentos contra essa mesma. Lembro-me até de proclamar que jamais voltarias, que largaste a minha mão e confesso que durante um tempo não acreditei no teu possível regresso.
A dor da desilusão cegou-me determinadas hipóteses bem como bloqueou-me específicas memórias. No fundo, nunca largaste a minha mão, estiveste sempre aqui despercebidamente a meu ver. Perguntam-me como consigo colocar as mãos no fogo pelo teu amor, e eu respondo, como quem não precisa predizer ou antecipar termos. Sei que me amas quando olhas para mim como se não existisse mais nada em redor. Sei que me amas porque te foram colocadas enumeras oportunidades para seguires um outro rumo longe de mim, da minha rotina, do meu feitio complexo e ainda assim, preferiste permanecer aqui, comigo.

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