Gostava de um dia chegar ao pé de ti, dar-te um abraço, dizer-te que o meu dia foi uma merda e em seguida deitar-me ao deu colo e adormecer contigo a mexer-me no cabelo. Estou de rastos, arrasada e só me restam este tipo de ilusões. Odeio dias como hoje, cinzentos. Odeio chuva, odeio frio, odeio aulas. Odeio tudo. Só tu me fazias bem, só tu.
Cheguei agora do pinhal, sentei-me a ler enquanto tremia de frio. Já não sei porque continuo a ir lá, talvez queira mentalizar-me que não voltas. Ou simplesmente acreditar que do nada apareces, dizes que me amas e abraças-me com muita força.
Mas quem é que acredita em finais felizes?
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